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Eczema Atopico


Dermatite Atópica (Eczema Atópico)

A dermatite atópica é uma inflamação crônica e pruriginosa das camadas superiores da pele que freqüentemente afeta os indivíduos que apresentam rinite alérgica, asma e indivíduos que têm familiares com essas doenças. Os indivíduos com dermatite atópica comumente apresentam muitos outros distúrbios alérgicos. A relação entre a dermatite e esses distúrbios ainda não foi totalmente esclarecida.

Alguns indivíduos podem apresentar uma tendência hereditária para produzir um excesso de anticorpos (p.ex., imunoglobulina E) em resposta a vários estímulos diferentes. Muitas condições podem piorar a dermatite atópica, incluindo o estresse emocional, as alterações de temperatura ou de umidade, as infecções cutâneas bacterianas e o contato com tecidos irritantes (especialmente a lã). Em alguns lactentes, as alergias alimentares podem provocar dermatite atópica.

Sintomas

Algumas vezes, a dermatite atópica manifesta- se nos primeiros meses após o nascimento. Os lactentes podem apresentar erupções cutâneas hiperemiadas, secretantes e que formam crostas na face, no couro cabeludo, na área perineal, nas mãos, nos membros superiores, nos pés ou nos membros inferiores. A dermatite freqüentemente desaparece em torno dos 3 a 4 anos de idade, embora a recorrência seja comum. Nas crianças maiores e nos adultos, a erupção cutânea freqüente ocorre (e recidiva) em apenas um dos cotovelos ou atrás dos joelhos.

Embora a cor, a intensidade e a localização da erupção variem, ela sempre é pruriginosa. Freqüentemente o prurido faz com que o indivíduo se coce de modo incontrolável, desencadeando um ciclo de prurido-coçar-erupção cutânea-prurido que piora o problema. O coçar e a fricção também podem causar laceração da pele, permitindo a entrada de bactérias e a subseqüente infecção. Por razões desconhecidas, os indivíduos com dermatite atópica crônica (de longa duração) algumas vezes apresentam catarata entre os 20 e os 40 anos de idade. Nos indivíduos com dermatite atópica, o herpes simples, o qual geralmente afeta uma pequena área e é leve, pode produzir uma doença grave com eczema e febre alta (eczema herpético).

Diagnóstico

Várias visitas ao médico podem ser necessárias para o estabelecimento do diagnóstico. Não existe um exame ou teste específico para a dermatite atópica. O médico estabelece o diagnóstico baseando-se no padrão típico da erupção cutânea e, freqüentemente, no histórico de outros casos de alergia na família. Embora a dermatite atópica possa ser muito semelhante à dermatite seborréica nos lactentes, os médicos tentam diferenciar essas doenças porque as complicações e os tratamentos de cada uma são diferentes.

Tratamento

A dermatite atópica não tem cura, mas certas medidas podem ser úteis. Evitar o contato com substâncias que sabidamente irritam a pele pode evitar a ocorrência de uma erupção. Os cremes ou pomadas de corticosteróides podem aliviar uma erupção cutânea e controlar o prurido. No entanto, os cremes corticosteróides potentes aplicados sobre grandes áreas ou durante muito tempo podem causar sérios problemas médicos, sobretudo em lactentes, pois os corticosteróides são absorvidos pela corrente sangüínea.

Quando um creme ou uma pomada de corticosteróide parece perder a sua eficácia, ele pode ser substituído pela vaselina por uma semana ou mais e, em seguida, o tratamento deve ser reiniciado. A aplicação de vaselina ou de óleo vegetal sobre a pele pode ajudar a mantê-la macia e lubrificada. Quando o uso do corticosteróide é reiniciado após uma breve interrupção, é mais provável que ele volte a ser eficaz. Alguns indivíduos com dermatite atópica observam que o banho piora a erupção cutânea.

A á gua e o sabão e até mesmo a secagem da pele, sobretudo o atrito da toalha, podem ser irritantes. Para esses indivíduos, banhar-se com menos freqüência, secar a pele suavemente com uma toalha e a aplicação de óleos ou lubrificantes não-perfumados (p.ex., cremes hidratantes para a pele) sobre a pele úmida podem ajudar. Algumas vezes, um anti-histamínico (p.ex., difenidramina, hidroxizina) ajuda a controlar o prurido, em parte por atuar como um sedativo. Como esses medicamentos podem causar sonolência, o melhor é utilizá-los à noite.

Manter as unhas das mãos curtas pode ajudar a reduzir a lesão cutânea devida ao coçar e a diminuir a chance de infecção. É importante que o indivíduo aprenda a reconhecer os sinais da infecção da dermatite atópica (aumento da hiperemia, edema, estrias vermelhas e febre) e busque assistência médica o mais breve possível. Essas infecções são tratadas com antibióticos orais. Como os corticosteróides orais podem causar efeitos colaterais graves, os médicos os utilizam apenas como último recurso para os indivíduos que apresentam quadros de difícil tratamento.

Esses medicamentos orais podem causar retardo de crescimento, enfraquecimento ósseo, inibição das glândulas adrenais e muitos outros problemas, especialmente nas crianças. Além disso, seus efeitos benéficos são de curta duração. Por razões desconhecidas, o tratamento com luz ultravioleta combinados com doses orais de psoraleno, uma droga que intensifica os efeitos da luz ultravioleta sobre a pele, pode ajudar os pacientes adultos. Este tratamento raramente é recomendado para crianças devido a seus possíveis efeitos colaterais a longo prazo, incluindo o câncer de pele e a catarata.